No dia 26 de junho, o Sindafep realizou a primeira assembleia geral ordinária do ano de 2010. Durante o encontro – convocado com o objetivo de apresentar e avaliar o balanço financeiro de 2009 –, os auditores fiscais presentes aprovaram a prestação de contas da entidade por unanimidade.
O estatuto do Sindafep prevê que o balanço financeiro da entidade seja aprovado em assembleia ordinária, realizada até o final do mês de junho de cada ano, em um sábado. Antes de serem discutidas em assembleia, as contas são avaliadas também pelo Conselho Fiscal (CF), por uma empresa de auditoria independente selecionada pelo Conselho de Representantes Sindicais (CRS) e pelo próprio CRS .
Para o vice-presidente de Finanças do Sindafep, Agenor Carvalho Dias, a exigência estatutária representa a preocupação que a entidade seja totalmente transparente no gerenciamento dos recursos do SINDAFEP, lembrando que as diretrizes de trabalho são oriundas de um planejamento orçamentário, também transparente, no qual o conjunto dos auditores fiscais filiados ao sindicato participa de forma direta, por meio das assembleias, e indireta, por meio dos seus representantes eleitos. “Os gastos e investimentos do exercício de 2009 são oriundos do planejamento feito em 2008, com participação e efetiva contribuição dos representantes de cada regional por meio do Conselho de Representantes Sindicais. A aprovação ao final do exercício fiscal visa dar publicidade a essas contas, tornando as ações do sindicato mais transparentes”, destaca.
Prioridades de investimento
Durante a assembleia, foram apresentados os dados do balanço anual do sindicato, com os resultados dos recursos em caixa, ativos e passivos, e realizada a leitura dos pareceres favoráveis emitidos pelo CF, pela empresa independente Prei Auditores e pelo CRS. Também foram relatadas as atividades que compuseram a atuação da Diretoria Executiva Estadual (DEE) do Sindafep, destacando as áreas de ação prioritárias durante o exercício de 2009.
Conforme Agenor Carvalho Dias, esses recursos foram, prioritariamente, divididos em investimentos nas atividades sindicais e na manutenção do patrimônio da entidade. Dias conta que o principal gasto na área sindical no ano de 2009, além dos efetuados com as assembleias gerais extraordinárias, foi a campanha institucional que o Sindafep promoveu no intuito de aproximar a sociedade do auditor fiscal e mostrar a importância do fisco para a população.
“Hoje a área sindical recebe o nosso maior investimento. Além da campanha institucional, que é um projeto de longo prazo, as assembleias realizadas durante o ano foram de extrema importância, porque elas refletem as reivindicações do dia a dia do auditor fiscal, demonstram a unidade de classe e respaldam as ações da diretoria executiva”, afirma Dias.
Os gastos obtidos com o investimento e a manutenção do patrimônio do SINDAFEP tiveram o objetivo de oferecer condições de lazer aos associados. A Colônia de Férias dos Fiscaispassou por uma reforma em um dos blocos, que foi construído a cerca de 40 anos, com o intuito de modernizá-lo e recuperar os danos causados pela maresia em sua estrutura. Já no Hotel Rota do Sol, a recepção foi ampliada, foram trocados os pisos dos corredores e construídas uma sala de jogos, com espaço para carteado, sinuca e pebolim, e uma área de lazer voltada para o entretenimento infantil.
“A Colônia e o Rota do Sol tiveram que passar por reformas porque foram construídos há muito tempo. Então houve a necessidade de investir recursos, para que esses locais se tornassem dignos e atrativos para o próprio uso dos associados”, explica o presidente do Conselho de Representantes Sindicais, Reginaldo de França.
Transparência e gestão democrática
De acordo com o presidente do CRS, Reginaldo de França, a análise de contas tem uma importância fundamental, pois se trata do momento em que os representantes eleitos nas diversas regionais avaliam se os recursos que são disponibilizados e administrados pela diretoria executiva foram empregados com responsabilidade. “É uma fiscalização da gestão do sindicato e tem o poder de rejeitar ou aprovar determinada proposta conforme for necessário”, declara França.
O CRS é um órgão deliberativo do SINDAFEP, composto por representantes de cada regional, que tem como função avaliar a gestão do sindicato no que diz respeito à administração financeira, aprovar remanejamentos de verbas e orçamentos e analisar as contas durante o ano. Além disso, é através do CRS que são definidas as estratégias de atuação política a serem executadas pela DEE.
“O Conselho Fiscal serve como mais um filtro posterior das atividades da diretoria executiva, ele realiza o levantamento de dados e apresenta os resultados aos associados”, explica o membro do CF Luiz Fernandes de Moraes Junior.
Após análise detalhada da prestação de contas do sindicato por ambos os conselhos, não houve relato de nenhum problema com a contabilidade da entidade. “Foi um bom ano de administração, a contabilidade e os demonstrativos foram muito bem feitos e estão compatíveis, sem nenhum problema”, garante Moraes Junior.