Fisco paranaense perde Jorge Edil Boamorte
É com pesar que o Sindafep comunica o falecimento, no dia 23 de novembro de 2009, do Auditor Fiscal Jorge Edil Boamorte. Aos 76 anos, Jorge sofria com um câncer no pulmão.
Mensagem:
Jornalista de profissão e por amor ao ofício, Auditor Fiscal da Receita Estadual, foi durante muitos anos aquele que fez a diagramação e ajudou as Diretorias da AFFEP a levar a todos os Auditores Fiscais as matérias de interesse da classe Fiscal do Paraná.
A maioria dos Auditores da nova geração talvez nunca ouviram falar este nome, assim como inúmeros Auditores Fiscais das gerações anteriores. Entretanto, as centenas de Notifiscos editados nos anos 80 e 90 tem a marca pessoal de Boamorte.
Trabalhamos com o Edil por um bom período na AFFEP, grande companheiro de jornada.
Ao ler Gazeta do Povo, de hoje, 29/11/2009, lá estava seu nome citado na primeira página do jornal, informando que em 23/11, aos 76 anos, faleceu de câncer no pulmão.
Prestamos aqui a nossa merecida homenagem àquele que por muitos anos levou as notícias do Fisco Paranaense às repartições fiscais e aos nossos lares. O nosso agradecimento a esse velho guerreiro da informação que nos deixou e que o Mestre o ilumine em sua jornada.
Fernades dos Santos,
Auditor Fiscal
Ex-Presidente da AFFEP
Texto Gazeta do Povo:
"Com a morte do pai, Jorge, ainda menino, a mãe e os dois irmãos trocaram Castro (nos Campos Gerais) por Curitiba. Começou a trabalhar aos 12 anos como ajudante da loja Sombrinha de Ouro. Mudaram de casa várias vezes, sempre dentro do Água Verde. Casou-se com Elza e com ela teve seis filhos. Separaram-se depois de alguns anos, mas continuaram dividindo a mesma casa, pois ele não queria se afastar das crianças.
Quando estava com 46 anos se apaixonou novamente. Ela era proprietária de uma auto-escola vizinha ao estacionamento onde Jorge deixava o carro antes de ir trabalhar na Receita Estadual. O período de conquista foi árduo. Primeiro eram só os olhares, depois ele passou a telefonar e dizer: “Eu sou aquele grisalho que passa aí na frente todos os dias”.Como Fátima não dava bola, ele mudou de estratégia. Deixava bilhetinhos no pára-brisa do carro dela, mandava flores e presentinhos. Quando conseguiu convencê-la a conversar, ela lhe deu cinco minutos. Foi o suficiente. Empenhou-se em elogiá-la, disse que se lembraria da música que tocava no rádio naquele momento pelo resto da vida, que não conseguia deixar de pensar nela e tantas outras coisas que a desarmaram. |
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Só havia um empecilho: ele ainda morava na mesma casa que a ex-mulher. Para convencer Fátima de que não havia nada entre eles, Jorge escalou uma das filhas para conversar com Fátima e esclarecer a situação. Dois anos depois nasceu George, o filho com Fátima.
Jorge foi trabalhar no Diário do Paraná na sua fundação, em 1955. O amigo Luiz Renato Ribas, conta que Jorge era um ótimo paginador (do tempo da tipografia e dos clichês). Ribas descreve Jorge como uma figura rara, sempre sorridente, colaborativo, de bem com a vida e com uma legião de admiradores. Fátima conta que todas as noites Jorge sonhava com o jornal (que não existe mais), e acordava contando os detalhes que recordava. Fora a família e o jornal, o Coritiba era sua outra paixão. Viajava para acompanhar os jogos importantes e não faltava a um jogo na capital. Depois de ter descoberto o mal de Parkinson, ainda fazia esforço para ir até o Couto Pereira, mas após algumas quedas nas escadarias, desistiu. Reservou um canto na casa para a tevê e o computador e se revezava, ora assistia o time pela tevê, ora acessava as notícias de futebol pela internet. Deixa a viúva e cinco filhos.
Fonte: Gazeta do Povo, Esportes
Dia 29/11/2009.
Texto de Adriana Czeslunak.